"A Odontologia é uma profissão que requer, dos que a ela se dedicam, o senso estético do artista, a destreza manual do cirurgião, o conhecimento científico do médico, e a paciência de um monge."

08/09/11

Formei. E agora, o que fazer?



O que fazer depois da formatura? Com certeza essa é a dúvida que assombra todo estudante. Quando formamos temos uma gama de opções para escolher. Fazer uma especialização?
Migrar para área de ensino e pesquisa (mestrado/doutorado)? As opções são muitas.
De acordo com o CFO a Odontologia Brasileira possui as seguintes especialidades regulamentadas:
a) Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais;
b) Dentística;
c) Disfunção Têmporo-Mandibular e Dor-Orofacial; d) Endodontia;
e) Estomatologia;
f) Imaginologia Dento-Maxilo-Facial;
g) Implantodontia;
h) Odontologia Legal;
i) Odontologia do Trabalho;
j) Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais;
l) Odontogeriatria;
m) Odontopediatria;
n) Ortodontia;
o) Ortopedia Funcional dos Maxilares;
p) Patologia Bucal;
q) Periodontia;
r) Prótese Buco-Maxilo-Facial;
s) Prótese Dentária; e,
t) Saúde Coletiva.


E que tal virar empresário do ramo? Dono de clínica? Dono de Dental? rs
Dividir consultório? Trabalhar para os outros? SUS? Ser perito? Ser auditor?
É de deixar qualquer um confuso, não é verdade?!
Talvez o melhor a ser feito é ir observando e investindo desde a graduação nas suas habilidades e inclinações. Conversando com pessoas já formadas, com os professores.. enfim..
Pesquisando sobre as áreas que mais interessam. E tentar se planejar. Tudo é investimento!
E enquanto a gente não decide vamos estudar!!! Porque isso nunca é demais!

Textos de Dentista (3)

Mais frases e textos que circulam pela internet!


"Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios." Martin Luther King



"O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores." Mário Quintana



"Sorriso, diz-me aqui o dicionário, é o acto de sorrir. E sorrir é rir sem fazer ruído e executando contracção muscular da boca e dos olhos.

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no acto de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida. Por aqui se vê até que ponto o que as pessoas fazem pode diferir do que dizem. Caio em completo devaneio e ponho-me a sonhar um dicionário que desse precisamente, exactamente, o sentido das palavras e transformasse em fio-de-prumo a rede em que, na prática de todos os dias, elas nos envolvem.

 

Não há dois sorrisos iguais. Temos o sorriso de troça, o sorriso superior e o seu contrário humilde, o de ternura, o de cepticismo, o amargo e o irónico, o sorriso de esperança, o de condescendência, o deslumbrado, o de embaraço, e (por que não?) o de quem morre. E há muitos mais. Mas nenhum deles é o Sorriso.

O Sorriso (este, com maiúsculas) vem sempre de longe. É a manifestação de uma sabedoria profunda, não tem nada que ver com as contracções musculares e não cabe numa definição de dicionário. Principia por um leve mover de rosto, às vezes hesitante, por um frémito interior que nasce nas mais secretas camadas do ser. Se move músculos é porque não tem outra maneira de exprimir-se. Mas não terá? Não conhecemos nós sorrisos que são rápidos clarões, como esse brilho súbito e inexplicável que soltam os peixes nas águas fundas? Quando a luz do sol passa sobre os campos ao sabor do vento e da nuvem, que foi que na terra se moveu? E contudo era um sorriso." 
José Saramago

07/03/11

Vida de Estudante

Só quem estuda odontologia sabe o que é...

1- Entrar na faculdade achando que o mais difícil era passar no vestibular...
2- Depois de conhecer a Anatomia descobrir que fácil era entrar, difícil é sair formado!
3- Não ter hora para sair da faculdade...
4- Chegar de noite em casa, quebrada e ainda achar forças para estudar...
5- Enfrentar ônibus lotado carregando 500 kg de material...
6- Ter o coração partido toda semestre ao receber aquelas listas intermináveis de material...
7- Bizu!
8- Pular de alegria com um 7,0!
9- Seminários!!!
10-Ter sentimentos negativos em relação aos funcionários/donos da Dental
11- Gastar todo o seu dinheiro em xerox...
12- Nunca saber a quem recorrer para resolver um problema e aguentar aquele jogo de empurra... (quem é da federal me entende rs)
13- Comer no RU!
14- Ter professores estranhos...
15- Estudar com gente de todo tipo!
16- Ter pesadelos com a matéria!
17- Transtorno de fim de semestre!
18- Ser incompreendido por quem não faz parte do mundo da Odontologia...
19- Se apaixonar cada vez mais por essa profissão linda, que ajuda a resgatar a auto-estima e a reestabelecer a saúde das pessoas!


"A Odontologia é uma profissão que exige dos que a ela se dedicam : os conhecimentos científicos de um médico, o senso estético de um artista, a destreza manual de um cirurgião e a paciência de um monge"

É, eu sofro, mas, não largo a Odontologia!



ps: gente desculpem pelo “tempinho” sem postar, vida de estudante não é fácil! rs

22/07/10

Você conhece seus direitos?

uando se pensa em atendimento pelo SUS as imagem que logo nos vem a cabeça são de filas enormes, corredores lotados, mau atendimento.. É o que normalmente se mostra nos jornais, TV, revistas..
O que muita gente não sabe é que os usuários da saúde tem direito a um bom atendimento assegurado por lei!

Em agosto de 2009 foi publicada a Portaria nº 1.820 - Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde elaborada por integrantes do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Saúde. Sua elaboração teve como propósito informar aos usuários do SUS seus direitos e deveres!
Isso mesmo!

De  acordo com essa Carta:
1. Todo cidadão tem direito a ser atendido com ordem e organização.
2. Todo cidadão tem direito a ter um atendimento com qualidade;
3. Todo cidadão tem direito a um tratamento humanizado e sem nenhuma discriminação.;
4. Todo cidadão deve ter respeitados os seus direitos de paciente;
5. Todo cidadão também tem responsabilidades para que seu tratamento aconteça da forma adequada;
6. Todos devem cumprir o que diz a carta dos direitos dos usuários da saúde.

Então, se informe! Conheça seus direitos e lute para que eles sejam respeitados!


No site da Editora do Min. da Saúde você encontra essa e outras publicações para download. Vale a pena conferir!
Para baixar a cartilha clique  aqui.


20/07/10

O que não fazer quando for ao dentista?!

O Mr Bean ensina direitinho!
video

Técnicas minimamente invasivas chegam ao consultório odontológico

O conceito de preservação dos tecidos utilizando técnicas menos invasivas tem sido usado cada vez mais nas áreas da saúde

 

Cirurgias e procedimentos que antigamente eram realizados de forma muito mais agressivas, hoje estão sendo substituídos por técnicas mais modernas, com resultados muito melhores para os pacientes, além de pós-operatórios e recuperações mais rápidas e confortáveis.

Essas técnicas conhecidas como "minimamente invasivas" são usadas hoje na cirurgia geral, cirurgias cardíacas, dermatologia, neurologia, cirurgias da coluna entre diversas outras. Antigamente, há 50 anos, para um médico retirar um apêndice, eram necessárias grandes incisões com a finalidade de "ver" os órgãos. Hoje uma cirurgia como essa pode ser realizada através de pequenos orifícios, pelos quais o cirurgião acompanha suas intervenções com uma câmera, e instrumentais menores e muito menos agressivos.

Na odontologia não é diferente. Grandes avanços tecnológicos estão chegando para facilitar o trabalho do especialista e trazer benefícios para os pacientes. Exames como tomografias computadorizadas permitem ao dentista saber a espessura do osso, a posição da arcada dentária e a relação com estruturas da face como nervos e artérias, permitindo escolher o tamanho e posição do implante que substituirá um dente natural, por exemplo.
Atualmente é possível examinar os dentes dos pacientes com câmeras de vídeo intra-orais, detectar cáries com aparelhos de laser e marcadores químicos ou ainda com RaioX digital. Depois de detectadas, as cáries iniciais podem ser tratadas com auxílio de lentes de aproximação microscópicas e instrumentos adequados à odontologia "micro-invasiva", promovendo a preservação dos tecidos dentais.

O barulhinho do motor e da broca aos poucos estão sendo substituídos pelos aparelhos de laser que "cortam" seletivamente o esmalte dos dentes. Substâncias químicas como um gel de papaina (enzima extraída da casca do mamão) em 30 ou 40 segundos "atacam" o dente infectado, limpando-o e permitindo rapidamente uma restauração de resina no local.
Pontas diamantadas em aparelhos de ultrassom removem somente o tecido cariado, sem necessidade do uso da anestesia. Outra técnica são os "jatos" de partículas de óxido de alumínio ultrafino, que também removem a cárie dental.

Além de todas essas técnicas já conhecidas, pesquisas recentes trouxeram ao mercado brasileiro um novo tratamento micro-invasivo para cáries iniciais e localizadas entre os dentes. Seu objetivo é preencher com uma resina os poros do esmalte dos dentes afetados pela cárie, impedindo a progressão da lesão cariosa. Com o uso da broca parte do dente saudável sempre é removido, e com essa técnica que não necessita do "motorzinho", o paciente preserva as estruturas dentais.

Os materiais utilizados na odontologia também evoluíram. Antigamente as restaurações eram feitas com amalgama (mistura de mercúrio com prata), um material que para ser aplicado era necessário remoção de grande parte da estrutura sadia do dente, para ser compactado na cavidade dental, além de não aderir muito bem à superfície. Hoje, além de não serem tóxicas, as resinas podem restaurar um dente cariado com pouquíssima destruição dos tecidos saudáveis, com a vantagem de ficarem aderidas aos dentes, impedindo uma nova infiltração.

Na área da estética odontológica, mudanças de cor, forma e posicionamento dos dentes podem ser realizadas em curto espaço de tempo e com mínimo desgaste dental. As facetas de porcelana são ótimas opções para a maioria dos "defeitos", como espaços entre os dentes e má-posição dental, corrigindo-os em apenas duas sessões de tratamento. A mais recente novidade é uma técnica conhecida como "lentes de contatos", que são lâminas de porcelanas de espessura tão fina (0,2 mm), que se assemelham às lentes de contato usadas para correção da visão ou modificação da cor dos olhos. Essa é uma grande inovação em relação às facetas de porcelanas, porque nesse tratamento não há necessidade de desgaste do esmalte dental.

A chegada de mais técnicas minimamente invasivas facilitam o trabalho dos especialistas da área e, principalmente, possibilitam que a população cuide dessa parte tão importante do seu corpo. Não se trata apenas de um sorriso bonito. Saúde bucal faz parte de uma vida saudável e feliz.

Por José Augusto de Souza Negrão - cirurgião-dentista graduado em Odontologia pela Universidade de São Paulo (USP)-FOB Bauru, Especialista Buco-Maxilo-Facial pelo CFO e CROSP, Especialista em Anatomia da Cabeça e Pescoço pela USP; Especialista em Saúde Pública pela USP/Ribeirão Preto e em Administração Hospitalar pela FGV-SP. Também é Mestre em laser pelo IPEN - USP e credenciado em implante e prótese pelo Branemark Osseointegration Center, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Estética e sócio-diretor da Clínica Smile Again, em São Paulo.


Fonte: Último Segundo - Brasil

19/07/10

Falta de Higiene Bucal pode provocar Acidente Vascular Cerebral


SÃO PAULO [ ABN NEWS ] - Você sabia que doenças cardiovasculares, diabetes, pneumonia, entre outras podem ser prevenidas com cuidados básicos de higiene bucal? Manter os dentes sadios é uma das principais maneiras de se evitar problemas de saúde graves e até irreversíveis como o AVC (Acidente Vascular Cerebral). 

A proliferação de bactérias bucais causam a periodontite, doença que compromete os tecidos ao redor da raiz dos dentes, causando inflamações e alterações ósseas, levando inclusive a perda dos dentes. Além disso, a doença periodontal age no organismo de forma silenciosa e é um dos principais agravantes no desenvolvimento de sérios problemas de saúde. 

Dr. Mauricio Querido, especialista e mestre em implantes, explica que a proliferação de bactérias na boca são as responsáveis por baixar a imunidade e desfavorecer o controle dos níveis de glicemia, causando diabetes e pneumonia, além disso, as toxinas da doença periodontal, agem diretamente nas paredes dos vasos sanguíneos alterando o metabolismo das gorduras no sangue, o que facilita a ocorrência de trombose vascular, percussora de problemas cardiovasculares.

Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apenas 6% dos brasileiros vão ao dentista regularmente, o que aumenta a incidência de problemas de saúde que podem iniciar-se pela boca.

Uso de fio dental e escovação após as refeições, evitam o acúmulo de placas bacterianas e previne a doença periodontal, uma das portas para diversos problemas de saúde. Atitudes simples, como visitas regulares ao dentista, proporcionam vida longa.

Fonte: ABN

13/12/09

Cientistas identificam enzima responsável pelo alastramento do câncer

Cientistas britânicos afirmam ter descoberto a enzima responsável pelo alastramento das células cancerígenas, um processo conhecido como metástase.






Em um estudo publicado na revista científica Cancer Cell, os pesquisadores afirmam que a enzima chamada LOX é crucial na evolução da metástase, que ocorre quando o câncer se espalha para outras partes do corpo.

Em muitos casos de câncer, não é o tumor inicial que mata - o perigo está nas células que viajam para outras partes do corpo - um processo responsável por 90% das mortes relacionadas à doença.

O estudo indica que a LOX atua enviando sinais para preparar a área do corpo que será atingida pelas células cancerígenas. Segundo os cientistas, sem este processo de preparação, o ambiente pode ser muito hostil para possibilitar o crescimento do câncer.

Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas do Câncer analisaram o processo em camundongos, mas estão confiantes de que as descobertas poderão ser aplicadas em humanos com diversos tipos de câncer.

Tratamento

De acordo com Janine Erler, responsável pelo estudo, a descoberta é "a peça chave que estava faltando do quebra-cabeças".

Erler afirma que se trata da primeira vez que uma enzima é identificada como responsável pelo alastramento da doença e a descoberta pode ajudar no tratamento do câncer.
"Se conseguirmos interromper a habilidade do corpo em preparar novas áreas para a chegada das células cancerígenas, podemos prevenir a metástase com eficácia", disse ela.
"É bastante difícil tratar a metástase do câncer e a nova descoberta oferece uma esperança real para o desenvolvimento de uma droga que possa combater a propagação da doença", afirmou.

Para Julie Sharp, diretora de informação da ONG britânica Cancer Research, que fomenta a pesquisa sobre a doença, a melhor compreensão sobre o processo de alastramento do câncer é crucial para aprimorar o tratamento contra doença.

"Essa pesquisa aproxima os cientistas do entendimento deste problema enorme. O próximo passo será descobrir como a enzima LOX pode ser desativada para impedir o alastramento da doença", disse Sharp.

Fonte: BBCBrasil

12/12/09

Sorriso amarelo

 Estudo revela que os nobres egípcios da Antiguidade sofriam com as consequências da falta de higiene bucal.

Se uma dor de dente pode acabar com o dia de alguém no século XXI, é de se imaginar o sofrimento que uma inflamação dentária causava em um morador do Egito Antigo milênios antes da invenção da broca e do creme dental. Uma pesquisa realizada na Universidade de Zurique, na Suíça, concluiu que dentes gastos e abscessos eram o terror daqueles tempos. Trata-se do primeiro estudo aprofundado da saúde bucal de faraós e outros membros da nobreza, feito a partir de uma revisão de pesquisas realizadas em três mil múmias desde 1977. Tais estudos só são possíveis graças às técnicas de mumificação egípcias, capazes de preservar dentes ao longo de milênios.


O levantamento confirma algo que os arqueólogos já suspeitavam. No Egito Antigo, o trigo era processado em moedores de pedra, o que fazia com que pedaços de rocha se soltassem e se misturassem à matéria-prima com a qual o pão era feito. Como alimento abundante sempre foi privilégio dos mais ricos, os nobres tinham as bocas mais prejudicadas. “Quanto mais alta a posição social, pior eram os dentes”, explica o egiptólogo Antônio Brancaglion, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

ARCADAS INTACTAS Pesquisa só foi possível graças às técnicas de mumificação

Tantos dentes gastos e quebrados aumentavam a demanda por especialistas, o que fez do Egito a terra dos melhores dentistas do Mediterrâneo durante a Terceira Dinastia, por volta do ano 2300 a.C. Já naquela época, os médicos eram divididos em cirurgiões, oftalmologistas, veterinários e dentistas. Graças a seu talento e perícia, muitos deles iam trabalhar em outras cortes, que reconheciam seu talento no tratamento de doenças e fraturas. Além de extrair dentes quebrados e podres, os dentistas da época drenavam abscessos e faziam até pontes dentárias, prendendo um dente solto a outro saudável. “Eles usavam fios de metal, normalmente ouro, para fazer esses anéis”, diz Brancaglion. Vale lembrar que uma infecção na boca poderia levar à morte na era pré-antibióticos.


O estudo suíço também revela as outras utilidades das arcadas dentárias dos egípcios. Segundo os pesquisadores, os trabalhadores usavam os dentes como ferramenta para segurar cordas, no caso dos pescadores, e para esticar couro, numa profissão que hoje seria equivalente à de um sapateiro. Pobres ou ricos, porém, dividiam a mesma carência de higiene bucal. “Eles usavam um talo de papiro ou junco para tirar os restos de alimentos dos dentes e depois enxaguavam suas bocas. Só isso”, afirma Brancaglion. Mesmo numa época em que o abismo entre ricos e pobres era tão grande ou maior do que hoje, todos dividiam a mesma dor.


Fonte: Istoé

25/10/09

25 de Outubro - Dia do Dentista!

E pra homenagiar a todos que são e que serão profissionais dessa linda arte que é a Odontologia, posto esse vídeo.. que resume bem o que o dentista faz!
Parabéns!

23/10/09

Conheça a Endodontia



Esse vídeo explica de maneira bem didática o que trata a Endodontia e como/porque é realizado um tratamento endodôntico (canal).
Bem interessante! :)

22/10/09

Textos de Dentista (2)

"A profissão do dentista é a mais completa, porque o dentista faz pontes como engenheiros, coroas como os floristas, extrai raízes como os matemáticos, perfura como os mineiros, faz esperar como as noivas, faz sofrer como os gerentes de bancos, esculpe como os artistas, e faz você sorrir igual a uma criança. "



"A odontologia é a área da saúde que preserva e restaura o movimento mais lindo do ser humano,o sorriso."


“Olho para minhas mãos, descubro nela a leveza para alcançar o detalhe. A sensibilidade exata para interferir na dor. A mobilidade necessária para atingir o mais difícil. A vivacidade que percebe o que não pode ser dito. Abre-se um sorriso, descubro nele a perfeição que faz de minhas mãos um instrumento. A simplicidade que torna simples o mais difícil. A sensibilidade que me diz tudo sem nada dizer. Gestos, sorrisos, expressões que unem dom e desejo, auxílio e agradecimento, ODONTOLOGIA e arte.”

19/10/09

Textos de Dentista (1)

Como o nosso dia (25/10) está chegando... As homenagens continuam!

Vou postar alguns textos e frases sobre Odontologia que circulam pela internet.


"Dentista não é Branco... é radiopaco

Dentista não é Negro... é radiolúcido
Dentista não entra... intrui
Dentista não sai...avulsiona
Dentista não tem atração... tem quimiotaxia
Dentista não morre...Necrosa
Dentista não vai pra frente...mesializa
Dentista não vai pra trás...distaliza
Dentista não chupa... faz sucção
Dentista não é dentuço... possui uma má oclusão de classe II
Dentista não é queixudo..possui uma má oclusão de classe III
Dentista não usa dentadura... usa uma PPR
Dentista não limpa... Faz Profilaxia
Dentista não Conserta.... Restaura
Dentista não manda sair...Dispensa
Dentista não presta atenção... analisa radiograficamente
Dentista não escova o dente... Remove a placa Bacteriana
Dentista não beija na boca.... troca Streptococcos Mutans
Dentista não prende.... anquilosa
Dentista não atrapalha...Impacta
Dentista não fecha.... oclui
Dentista não nasce... Erupciona
Dentista não baba... tem hipersalivação
Dentista não mistura... Manipula
Dentista não Arranca....Extrai
Dentista não corta.... Faz uma incisão
Dentista não abre...faz retalho
Dentista não tem céu da boca... tem palato
Dentista não dá a receita.... Prescreve
Dentista não fica roxo... tem um hematoma
Dentista não bebe... é etilista social
Dentista não esvazia... drena
Casa de dentista não tem entrada.... tem embocadura
Dentista não faz lama... Faz Smear Layer
Dentista não tampa... obtura
Dentista não chega ao topo... chega ao ápice!!!"

"A Odontologia é uma profissão que exige dos que a ela se dedicam : os conhecimentos científicos de um médico, o senso estético de um artista, a destreza manual de um cirurgião e a paciência de um monge"

"Até hoje não houve filósofo que padecesse pacientemente uma dor de dente"

Willian Shakespeare.
 

18/10/09

E começa o horário de Verão...



Entrou em vigor hoje e vai até 00:00h do dia 20 de fevereiro de 2010, o Horário de Verão Brasileiro. Ele vale para as regiões Sul, Sudesde e Centro-Oeste mais o DF. A economia de energia é de 4,4% de acordo com o Ministério de Minas e Energia.

É gente.. para alegria de uns... E insatisfação total de outros ( eu ) o horário de verão começou... Mas, além da economia de energia  dizem que economiza né essa mudança traz alterações para o nosso organismo.E no site do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da USP  tem alguns esclarecimentos  sobre as alterações que a mudança de horário nos propicia.

"1. O horário de verão traz mudanças para o relógio biológico?

Sim, os efeitos do horário de verão são semelhantes ao de uma viagem de avião em que se cruza um fuso horário, sendo que no início essa viagem seria no sentido leste-oeste e no término, no sentido oeste-leste. Em condições normais os diversos ritmos do nosso organismo (por ex. ciclo vigília-sono, ritmo de temperatura, etc..) estão sincronizados entre si (o que é chamado de ordem temporal interna) assim como ao claro-escuro ambiental. Com o horário de verão ou a mudança de fusos horários, o organismo tende a sincronizar seus ritmos ao novo horário, no entanto, como cada ritmo tem uma velocidade própria de ajuste ao novo horário, a relação de fase entre os ritmos é modificada (o que chamamos de desordem temporal interna). Após alguns dias ou semanas (dependendo do indivíduo) a ordem temporal interna é restabelecida.

2. Que tipo de alteração a pessoa pode apresentar?
Durante essa fase de desordem temporal interna o indivíduo pode experimentar um mal-estar, dificuldade para dormir no horário habitual (o horário do relógio) e sonolência diurna, o que pode levar também a alterações de humor e de hábitos alimentares.

3. É verdade que existem grupos de pessoas que sofrem mais, dependendo da regulagem de seu relógio biológico, os vespertinos por exemplo?
Sim, a resposta ao horário de verão é bastante variável entre os indivíduos. Um estudo feito no Brasil, no qual foram entrevistadas 77 pessoas de SP, RS e RN revelou que cerca de 50% das pessoas queixam-se da qualidade de sono após a implantação do horário e as diferenças entre o antes e depois são mais significativas para pessoas que dormem pouco (os chamados pequenos dormidores). Parece também que os indivíduos vespertinos teriam mais facilidade para se adaptar a entrada do horário do que os matutinos e na saída do horário a situação se inverteria, sendo mais fácil para os matutinos do que para os vespertinos, mas não existem estudos a esse respeito, trata-se de uma suposição.

4. De que forma essas pessoas são caracterizadas?
O caráter de matutinidade/vespertinidade é avaliado atráves de um questionário. As pessoas matutinas são aquelas que gostam de acordar e dormir cedo e sentem-se bem dispostas na parte da manhã. Os vespertinos são aqueles que preferem dormir mais tarde, acordar mais tarde (quando é possível), sentem-se bastante sonolentos na parte da manhã e atingem sua maior disposição do fim da tarde em diante. Além desses tipos, existem os indivíduos classificados como indiferentes porque possuem uma maior flexibilidade para alocar seu sono seja para mais cedo ou mais tarde, sem prejuízo ao seu bem-estar. É importante lembrar que a distribuição desses tipos na população segue uma distribuição normal, ou seja, a maioria é indiferente, os tipos extremos de matutinos e vespertinos são minoria, mas existem. A mesma regra vale para a existência de pequenos, médios e grandes dormidores, a maioria dos indivíduos necessita aproximadamente 8 horas de sono, enquanto uma pequena parcela necessita menos e outra parcela mais de 8 horas.

5. Isso é uma preferência pessoal?

Sim e não. É uma preferência pessoal no sentido que só o indivíduo é capaz de saber qual é a sua melhor hora para dormir, acordar, trabalhar, fazer exercícios físicos, etc..; mas essa preferência não pode ser atribuída exclusivamente às convenções sociais. Há evidências recentes de que o caráter de matutinidade/vespertinidade possui uma determinação genética.

6. Durante esse período, os riscos de acidentes podem aumentar? Há pesquisas sobre isso?
Sim, principalmente na entrada do horário de verão quando se perde pelo menos uma hora de sono. No Brasil não existem estatísticas a respeito. No Canadá foi realizado um estudo que mostrou que no dia seguinte à implantação do horário ocorreu um aumento de 7% no número de acidentes de trânsito. A situação volta ao normal somente uma semana após a implantação. Na retirada do horário (quando se ganha uma hora) ocorre uma diminuição do número de acidentes no primeiro dia e um aumento de cerca de 7% uma semana depois da retirada do sistema.

7. O que pode ser feito para minimizar os efeitos da mudança?
Recomenda-se aos indivíduos que, na medida do possível, preparem-se para dormir mais ou menos no horário de sempre (do relógio). Uma boa dica é dormir com as janelas abertas pelo menos nos primeiros dias para acordar com a claridade. Isso ajuda na sincronização. Outra recomendação é que não dirijam por muito tempo (por exemplo pegar estradas) durante os dias em que se sentem sonolentos e irritados.

8. Sendo a implantação do horário no domingo, adiantar o relógio no sábado pode ser uma boa opção?
Sim, pode ser uma opção, mas como essa adaptação leva pelo menos uns 4 dias, não vai adiantar muito porque na segunda-feira possivelmente ainda se sentirá os efeitos da mudança, mas enfim pode ajudar."

17/10/09

O que é Doença Periodontal?



"Doenças periodontais, incluindo gengivite e periodontite, são infecções sérias que, se não tratadas, podem causar a perda dentária. A palavra periodontal significa literalmente "ao redor do dente". A doença periodontal é uma infecção bacteriana crônica que afeta as gengivas e o osso que suporta os dentes .

A doença periodontal pode afetar um ou vários dentes. Esta doença inicia quando a bactéria presente na placa (película viscosa e incolor que constantemente se forma sobre os dentes) começa a inflamar a gengiva.

Na forma mais branda da doença, a gengivite , a gengiva se torna vermelha, inchada e sangra com facilidade. Nesta fase, há pouco ou nenhum desconforto. A gengivite é causada por higiene oral inadequada, e é reversível com tratamento profissional e uma boa higiene oral doméstica.

Há indícios que a gengivite não tratada pode evoluir para periodontite . Com o tempo a placa pode se espalhar e crescer por baixo da gengiva. As toxinas produzidas pela bactéria da placa irritam a gengiva. Essas toxinas estimulam uma resposta inflamatória crônica, onde nosso organismo se volta contra si próprio, e os tecidos e o osso que suporta os dentes são atacados e destruídos. As gengivas se separam dos dentes, formando bolsas periodontais (espaços entre os dentes e as gengivas) que se tornam infeccionadas. A medida em que a doença (periodontite) avança, as bolsas se tornam cada vez mais profundas, e mais tecido gengival e osso são destruídos. Este processo destrutivo apresenta sintomas bastante brandos. Eventualmente, os dentes podem apresentar mobilidade, e ter de ser extraídos."

Fonte: IBRAPERIO Instituto Brasileiro de Periodontia

15/10/09

Dentista cria pasta de dentes que ajuda a pegar no sono

"O novaiorquino Arthur Zuckerman desenvolveu a fórmula, que utiliza hormônio e extratos naturais, durante cinco anos
Não esqueça de escovar os dentes antes de dormir. Basta modificar esse conselho materno atemporal e você terá a ideia por trás da PearlyDreams (Sonhos Perolados): não esqueça de escovar os dentes para dormir.

Essa pasta, que ajuda as pessoas a dormir melhor, é uma criação do Dr. Arthur Zuckerman, conhecido dentista novaiorquino, que com esse produto foi alçado a empresário. Ele passou mais de cinco anos em laboratório elaborando uma fórmula com ingredientes que relaxam e ajudam no sono.
Segundo o site do produto, a fórmula age mais rápido porque ao escovar os dentes, os vários micro-vasos na boca absorvem as substâncias mais facilmente. Os ingredientes usados são o melatonin (hormônio que regula o ciclo natural do sono), extratos orgânicos de valeriana (calmante natural), erva-cidreira e passiflora.

Um tubo de 100ml sai por US$ 19,95 e pode ser adquirido no próprio site. "




Nada mal né?! Além de prevenir problemas bucais de quebra ainda oferece uma boa noite de sono!
Gostei.

14/10/09

A História da Odontologia no Brasil ( PARTE 2)

Em 1839, é criada por Chaplin A. Harris, em Baltimore, Estados Unidos, a primeira Escola de Odontologia do mundo: Colégio de Cirurgia Dentária. Foram Também seus professores: E. Farmly, E. Becker e S. Brown.


Um dentista português, Luiz Antunes de Carvalho, obteve notoriedade e riqueza, sendo um dos pioneiros na cirurgia buco-maxilar no Brasil. Em 18 de janeiro de 1832 havia obtido em Buenos Aires o direito de exercer a profissão. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1836, sendo o primeiro dentista a registrar sua "carta" na secretaria da Câmara Municipal. Ficou famoso na Argentina pela propaganda em forma de versos e depois em prosa. Já se fazia marketing. No Brasil foi mais comedido, mas demonstrando sempre ser profissional conhecedor e atualizado, publicou no Almanak Administrativo Mercantil e Comercial: "Luiz Antunes de Carvalho enxerta outros dentes nas raízes dos podres, firma dentes e dentaduras inteiras, firma quexos, céus da boca, narizes artificiais e cura moléstias da boca, rua Larga de São Joaquim,125".

Foi aprovado também na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e o primeiro a se registrar na Junta de Higiene, criada em 1850, em substituição à fiscalização exercida pela Câmara Municipal. A partir de 1840 começaram chegar dentistas dos Estados Unidos e pouco a pouco suplantam os colegas franceses. Luiz Burdell foi o pioneiro, seguindo-se Clintin Van Tuyl, o primeiro a utilizar clorofórmio(só em casos excepcionais) para anestesia, conforme cita em seu livro: "Guia dos Dentes Sãos publicado em 1849.

O Doutor Whittemore, que tornou-se mais tarde o dentista da Corte Imperial, propalava em 1850 ter recebido "uma porção de clorofómio puro para tirar dentes sem dor". Nenrique C. Bosworth também se destacou.

Em 1850, pelo decreto lei 598 é criada a Junta de Higiene Pública, que possibilitou a Medicina uma enorme evolução, principalmente pelas medidas saneadoras. Os três primeiros dentistas que se registraram: Luiz Antunes Carvalho (1852), Emilio Salvador Ascagne (1859) e Theotônio Borges Diniz (1860). Mentes mais lúcidas procuravam a melhoria do ensino e normas um pouco mais criteriosas e moralizadoras àqueles que desejassem praticar o Medicina e Odontologia.

Através do decreto de 15 de agosto de 1851, os novos estatutos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro foram aprovados em 28 de abril de 1854, por proposta de seu diretor, Doutor José Martins de Cruz Jobim. A nomeação contribuiu para o desenvolvimento da profissão, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Em setembro de 1869, graças a João Borges Diniz, surge a primeira revista odontológica: "Arte Dentária".

Mais dentistas chegam dos Estados Unidos, alguns fugindo da Guerra da Secessão (1861-1865): Samuel I. Rambo, Carlos Koth, Witt Clinton Green, Preston A.Rambo, Jonh William Coachman, William B. Keys, Carlos Keys, etc.. Estes três últimos pertencentes à mesma família, constituindo-se até hoje no maior contigente de cirurgiões-dentistas no Brasil (cerca de 120 profissionais de uma só árvore genealógica).

Com os Estados Unidos liderando a evolução técnica e científica mundial, era compreensível que muitos brasileiros para lá se dirigissem afim de se aperfeiçoar. O primeiro foi Carlos Alonso Hastings, natural do Rio Grande, que estudou no Philadélfia Dental College, radicou-se no Rio de Janeiro e modificou o motor Weber-Ferry, que ficou conhecido como motor de Hastings. A seguir viajaram Fio Alves, Também do Rio Grande, os irmãos Gastal, de Pelotas, Francisco Pereira, Alberto Lopes de Oliveira (Universidade de Maryland) e outros.

O decreto nº 8024 de 12 de março de 1881, art. 94 do Regulamento para os exames das Faculdades de Medicina diz: "Os cirurgiões-dentistas que quisserem se habilitar para o exercício de sua profissão passarão por duas séries de exames: - O primeiro de anatomia, histologia e higiene, em suas aplicações à arte dentária. O outro de operações e próteses dentárias.

Ante os fatos narrados, faltava apenas um líder e visionários para instituir o ensino da Odontologia no Brasil. Vem na pessoa de Vicente Cândido Sabóoia (1835- ), mais tarde Visconde de Sabóia que, assumindo a direção da Faculdade de Medicina em 23 de fevereiro de 1880, resolveu inicialmente atualizar o ensino, tanto material como cientificamente. Logo a seguir cria o laboratório de cirurgia dentária, encomendando aparelhos e instrumentos dos Estados Unidos. Com crédito especial obtido na lei 3141 de 30 de outubro de 1882, monta também o laboratório de prótese dentária.

Pelos decretos 8850 e 8851 de 13 de janeiro de 1883, o cirurgião-dentista Thomas Gomes dos Santos Filho presta provas em concurso realizado em 22 de maio de 1883 e é aprovado em primeiro lugar como preparador. De personalidade marcante, a odontologia nacional muito deve a ele, principalmente por ter descoberto a fórmula de vulcanite e em seguida produzi-la. Conseguiu dessa forma suprir a falta de material e combater os preços abusivos.

Graças ao empenho de Vicente C. F. de Sabóia e Thomas Gomes dos Santos Filho, houve um novo texto nos Estatutos das Faculdades de Medicina do Império, denominada Reforma Sabóias, apresentado dia 25 de outubro de 1884 através do Decreto nº 9311 com seguinte enunciado: "Dá novos Estatutos às Faculdades de Medicina".

- Usando da autorização concedida pelo art. 2º, Paragrafo 7º, da lei 3141 de 30 de outubro de 1882: - Hei por bem que nas Faculdades de Medicina do Império se observem os novos estatutos que com este baixam, assinados por Filippe Franco de Sá; do Meu Conselho, Senador do Império que assim o tenha entendido e faça executar. Palácio do Rio de Janeiro, em 25 de outubro de 1884, 63º da Independência e do Império.

Com a rubrica de sua Majestade o Imperador Filippe Franco de Sá.

Pela primeira vez, no art. 1º, vinha consignado que a odontologia formaria um curso anexo. Assim:

-Art. 1º - Cada uma das Faculdades de Medicina do Império se designará pelo nome da cidade em que tiver assento; seja regida por um diretor e pela Congregação dos Lentes, e as comporá de um curso de ciências médicas e cirúrgicas e de três cursos anexos: o de Farmácia, o de Obstetricia e Ginacologia eo de Odontologia.

N.B.- a) Havia apenas as Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e de Salvador.

b) Compreende-se porque a primeira Escola de Odontologia de São Paulo , criada em 07 de dezembro de 1900, denominou-se nos primeiros anos , Escola de Farmácia, Odontologia e Obstetrícia de São Paulo.

No capítulo II, a Sessão IV tem o título: "Do curso de Odontologia" - Art. 9º. Das matérias deste curso Haverá três séries:

1ª série - Física, química mineral, anatomia descritiva e topografia da cabeça;
2ª série - Histologia dentária, fisiologia dentária, patologia dentária e higiene da boca.
3ª série Terapêutica dentária, cirurgia e prótese dentárias.

Os três primeiros mestres no Rio de Janeiro foram: Thomas Gomes dos Santos Filho ( ), Aristides Benício de Sá (1854-1910) e Antônio Gonçalves Pereira da Silva (1851-1916) que prestaram relevantes serviços à Odontologia.

MINIMIZAR OS PROBLEMAS E MELHORAR A SAÚDE DENTAL FAZ PARTE DA HISTÓRIA DA ODONTOLOGIA NO BRASIL.

Por Elias Rosenthal, CD - Jornal APCD - outubro de 1995

A História da Odontologia no Brasil (PARTE 1)

Para comemorar o mês do Dentista (já que dia 03/10 é o dia Mundial do Dentista e dia 25/10 o dia Nacional do Dentista)decidi postar um artigo escrito por Elias Rosenthal, CD que muito contribuiu para nossa classe, publicado no Jornal APCD em outubro de 1995.

A História da Odontologia no Brasil
Por Elias Rosenthal, CD - Jornal APCD - outubro de 1995.

A Odontologia praticada no século XVI, a partir da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500, restringia-se quase que só as extrações dentárias. As técnicas eram rudimentares, o instrumental inadequado e não havia nenhuma forma de higiene. Anestesia, nem pensar. O barbeiro ou sangrador devia ser forte, impiedoso, impassível e rápido.

Os médicos (físicos) e cirurgiões, ante tanta crueldade , evitavam esta tarefa, alegando os riscos para o paciente (possibilidade de morte) de hemorragias e inevitáveis infecções. Argumentavam que as mãos do profissional poderiam ficar pessadas e sem condições para intervenções delicadas. Os barbeiros e sangradores eram geralmente ignorantes e tinham um baixo conceito, aprendendo esta atividade com alguém mais experiente.

Em 1600, havia no Rio de Janeiro 300 colonos e suas famílias. Por certo deveriam existir "mestres" de vários ofícios, inclusive mestres cirurgiões e barbeiros, que "curassem de cirurgia, sangrassem, tirassem dentes, etc."

Para exercer esta atividade os profissionais dependiam de uma licença especial dada pelo "cirurgião-mor mestre Gil", sendo os infratores autuados, presos e multados em três marcos de ouro ... (segundo anorma da Carta Régia de 25 de outubro de 1448, de El-rei D. Afonso, de Portugal, dando "carta de oficio de cirurgião-mór destes reinos"). A carta de ofício não se referia aos barbeiros e sangradores, havendo a possibilidade destes profissionais terem obtido licença do cirurgião-mór de Portugal.

Somente em 09 de novembro de 1629 houve, através da Carta Régia, os exames aos cirurgiões e barbeiros. A reforma do regimento em 12 de dezembro de 1631 determinava a multa de dois mil réis às pessoas que "tirassem dentes" sem licença. Parece que sangrador e tiradentes, oficios acumulados pelos barbeiros, eram coisas que se confundiam, podendo o sangrador também tirar dentes, pois nos exames de habilitação tinham de provar que durante dois anos "sangraram" e fizeram as demais atividades de barbeiro.
Para avaliar o significado e conceito de "barbeiro" temos na quarta edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Eduardo de Faria, publicado no Rio de Janeiro em 1859:
Barbeiro:s.m. - o que faz barba; (antigo) "sangrador", cirurgião pouco instruido que sangrava, deitava ventosas, sarjas, punha cáusticos e fazia operações cirúrgicas pouco importantes. -* Obs.: Nessas cirurgias pouco importantes incluiam-se extrações dentárias.

Em 1728, na França, Piérre Fauchard (1678-1761) com seu livro: Le Chirugien Dentiste au Traité des Dents, revoluciona a odontologia, inovando conhecimentos, criando técnicas e aparelhos, sendo juntamente cognominado "o pai de Odontologia Moderna".
Nesta época começava a exploração do ouro no Estado de Minas Gerais, com grande afluxo de interessados e José S. C. Galhardo é nomeado pela Casa Real Portuguesa, cirurgião-mór deste Estado, regulamentando os práticos da arte dentária.

Pela lei de 17 de junho de 1782, para uma melhor fiscalização nas colônias portuguesas, em lugar de físico e cirurgião-mór, foi criada a Real Junta de Proto-Medicato. Constituida de sete deputados, médicos ou cirurgiões, para um período de três anos, caberia a estes o exame e a expedição de cartas e licenciamento das "pessoas que tirassem dentes".

Nas últimas décadas deste século, Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792) praticou a Odontologia que aprendera com seu padrinho, Sebastião Ferreira Leitão. Seu confessor, Frei Raymundo de Pennaforte disse sobre ele: "Tirava com efeito dentes com a mais sutil ligeireza e ornava a boca de novos dentes, feitos por ele mesmo, que pareciam naturais".

Nesse período os dentes eram extraidos com as chaves de Garangeot, alavancas rudimentares, e o pelicano. Não se fazia tratamento de canais e as obturações eram de chumbo, sobre tecido cáriado e polpas afetadas, com consequências desastrosas. A prótese era bem simples, esculpindo dentes em osso ou marfim, que eram amarrados com fios aos dentes remanescentes. Dentaduras eram esculpidasem marfim ou osso utilizando-se dentes Humanos e de animais, retendo-as na boca por intermédio de molas, sistemas usados na Europa. Porém no Brasil, era tudo mais rudimentar.

Os barbeiros e sangradores aprendiam o ofício com um mais experiente e tinham que provar uma prática de dois anos sob a vista do mesmo. Após pagar a taxa de oito oitavos de ouro. Submeter-se-iam a exame perante o cirurgião substituto de Minas Gerais e dois profissionais escolhidos por este. Aprovados, teriam suas cartas expedidas e licenças consedidas. No final do século XVIII, mais precisamente em 23 de maio de 1800, cria-se o "plano de exames", um aperfeiçoamento das formalidades e dos exames. é encontrado pela primeira vez em documentos do Reino, o vocábulo "dentista". Convém lembrar que foi criado pelo cirurgião francês Guy Chauliac (1300-1368), aparecendo pela primeira vez em seu livro "Chirurgia Magna" publicado em 1363.

Em 07 de março de 1808, fugindo das forças francesas, o príncipe regente D. João VI, sua corte e a nata da sociedade portuguesa (cerca de 15 mil pessoas) chegavam a Savador, tornando-se o Brasil por esta contigência sede do reino. Houve um grande surto de progresso.
No hospital de São José, na Bahia, criava-se a Escola de Cirurgia, graças a interferência do Doutor José Correa Picanço, físico e cirurgião-mór; em nome da Real Junta do Proto-Medicato. Nada beneficiou os dentistas na ocasião. Picanço, a seguir, não só licenciou os profissionais da corte, como sete negros, de baixa classe social, alguns até escravos de poderosos senhores.
Havia nesta época dois ditados populares: "ou casa, ou dente" - ou "ou dente, ou queixo, ou língua, ou beiço". Indicavam que dado o pouco conhecimento e inabilidade dos "tira-dentes" ocorria frequentemente traumatismos nestas regiões.

Para moralizar esta atividade ante as inúmeras queixas contra os profissionais, o cirurgião-mór determinava em suas "cartas", que o barbeiro poderia exercer a sua arte com restrições, "não sangrandosem ordem de médico ou cirurgião aprovadoe não tirando dentes sem ser examinado". Antes do final de 1808, D. João VI transfere-se de Salvador para o Rio de Janeiro.

Em 07 de outubro de 1809 é abolida a Real Junta do Proto-Medicato, ficando todas as responsabilidades ao encargo do físico-mór e do cirurgião-mór, com a colabora¸ão de seus delegados e subdelegados. O físico-mór do Reino era Manoel Vieira da Silva, encaregado do controle do exercício de Medicina e Farmácia e o cirurgião-mór dos exércitos, José Correa Picanço tinha poderes análogos em relação à cirurgia, controlando o exercício das funções realizadas pelos sangradores, dentistas, parteiras e algebristas.
Alguns cirurgiões também tiravam "carta de sangria" e indiscutivelmente o povo era beneficiado. Nesta época o mestre Domingos, "barbeiro" popular no bairro da Saúde, Rio de Janeiro, se tornou famoso. O negro mestiço exercia sua atividade também na casa de clientes. Sob o braço levava uma esteira de taboa, que servia de cadeira e uma enferujada chave de Garangeot. Dado a manobras intempestivas, algumas vezes extraía também o dente vizinho, mas cobrava apenas um. Às crianças, sugeriu que o dente extraído fosse jogado no telhado, dizendo antes e por três vezes: "Mourão, toma teu dente podre e dá cá o meu são".
Havia um crioulo muito habilidoso que esculpia dentaduras em osso e as vendia na porta das igrejas, após as missas domingueiras. Era só escolher, não só a mais bonita, como também a que se adapta-se o melhor possível na boca.

Em 1820, o Doutor Picanço concedeu ao francês Doutor Eugênio Frederico Guertin a "carta" para exercer sua profissão no Rio de Janeiro. Era diplomado pela Faculdade de Odontologia de Paris e aqui atingiu elevado conceito, atendendo a maior parte da nobreza, inclusive D. Pedro II e fmiliares. Publicou em 1819, 'Avisos Tendentes à Conservação dos Dentes e sua Substituição', ao que tudo indica, a primeira obra de odontologia feita no Brasil.

Outros dentistas franceses vieram a seguir: Celestino Le Nourrichel, Arson, Emilio Vautier, Henrique Lemale, Eugênio Delcambre, Júlio De Fontages, Hippólito E. Hallais(intitulava-se o dentista das famílias), etc, trazendo o que havia de melhor na Odontologia mundial. Citando, como exemplo, alguns ítens dos Honorários de Guertin:
Dentes artificiais de cavalo marinho ou marfim............................4000 réis
Natural...........................................................................................12000 réis
Incorruptível (porcelana)..............................................................24000 réis

As dentaduras eram constituídas de duas fileiras de dentes, esculpidas em marfim ou adaptadas em base metálica, sendo as arcadas ligadas por molas elásticas. Em 01 de junho de 1824, Gregório Raphael Silva, do Rio de Janeiro, recebeu a primeira "carta de dentista" após a Independência do Brasil.
No dia 30 de agosto de 1828, D Pedro I (1798-1834) suprime o cargo de cirurgião-mór, cujas funções passaram a ser exercidas pelas Câmaras Municipais e Justiças Ordinárias. Mais ou menos nesta época, graças ao francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) que viveu no Brasil de 1816 a 1831, reproduzindo em gravura a vida brasileira durante o Primeiro Império, Há uma única obra iconográfica do século passado relacionada a atividade de profissionais que exercita a Odontologia. Denomina-se "Boutiques de Barbieri" e retrata dizeres: "barbeiro, cabellereiro, sangrador, dentista e deitão bichas".


26/09/09

Ratinho do Castelo Rá-tim-bum escovando os dentes

Revirando o Youtube encontrei esse vídeo...
Bom matar a saudade do Castelo Rá-tim-bum!

video


Aliás, bons programas como esse estão fazendo falta, né?!

25/09/09

De onde vem o medo do dentista?

Ainda hoje a imagem que a maioria da população tem sobre a Odontologia ainda está muito ligada à dor, ao sofrimento, a tortura... Ainda temos a fama de “carrascos”.
Mas, porque isso acontece? Será que o nosso paciente tem realmente motivos para isso?

Primeiro temos que considerar o seguinte fato; normalmente a opinião das pessoas a respeito dos dentistas se baseia em experiências anteriores (negativas, na maioria dos casos) e em relatos de terceiros (mídia, amigos, familiares...).
Um outro fator relevante é que a Odontologia mexe com todos os sentidos do paciente (tato, paladar, olfato, audição e visão) e a reação natural a isso é a dor ou a possibilidade de dor.


Hoje sabemos que um indivíduo emocionalmente abalado (com medo ou estressado, por exemplo) tem uma maior sensibilidade à dor se comparados àqueles indivíduos “calmos”.
Outro fato é a região de atuação do dentista, ou seja, a boca. Muitos pacientes se sentem intimidados, constrangidos por terem um “espaço privado” invadido por um estranho.
O paciente também se sente coagido no nosso ambiente de trabalho, pois, pra ele é um lugar extremamente hostil, o que gera muita ansiedade uma vez que, não sabe o que irá acontecer com ele lá dentro.


Ainda existe uma outra barreira; o preço do tratamento. Pois é, nem todos têm condições de arcar com os custos de um tratamento ou tem acesso fácil aos serviços públicos.

Diante de tudo isso, o que nós, profissionais da área podemos fazer para diminuir esse medo?
Temos que ser calmos, pacientes e mostrar interesse pelo problema do paciente.
Passar segurança, mantendo um bom diálogo e explicando tudo que será realizado, ajuda muito a diminuir a ansiedade e consequentemente o medo que o paciente carrega consigo.